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Projeto de lei alerta para os riscos do câncer oftalmológico infantil

A notícia sobre o diagnóstico de retinoblastoma, um tipo raro de câncer nos olhos, na filha dos jornalistas Tiago Leifert, ex-apresentador dos programas Globo Esporte, Big Brother Brasil e The Voice, e Daiana Garbin, ex-repórter também da Rede Globo – Lua, de 1 ano –, acendeu o alerta em muitos pais sobre a importância de cuidar da saúde ocular das crianças nos primeiros meses de vida.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de detecção e tratamento precoce para o câncer e outras doenças oftalmológicas, o deputado Carlos Cezar (PSB) apresentou um projeto de lei visando a criação de uma pública permanente de orientação, prevenção e tratamento na rede pública de saúde do Estado de São Paulo.

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o retinoblastoma é um tumor maligno originário das células da retina, “a parte do olho responsável pela visão”, e pode afetar um ou os dois olhos. A doença, geralmente, se desenvolve antes dos 5 anos de idade, sendo o principal sintoma um reflexo brilhante no olho doente, “parecido com os olhos de um gato quando iluminados à noite”.

Outras possíveis manifestações são estrabismo, dor, inchaço nos olhos ou perda da visão. Por ano, cerca de 6 mil crianças em todo o desenvolvimento de campanhas educativas no Estado de São Paulo sobre os principais sintomas, cuidados e terapias às doenças mundo são afetadas pela doença.

No caso de Lua, em um vídeo divulgado pelo casal nas redes sociais, Leifert relatou ter notado um movimento irregular nos olhos da filha, com uma aparente ausência de visão frontal, o que motivou consulta e exames com médico oftalmologista. Como a doença já se encontrava no grau E, o máximo, a menina passa por tratamento há quatro meses, o que incluiu quatro sessões de quimioterapia.

Teste do Olhinho

O projeto de lei de Carlos Cezar prevê o desenvolvimento permanente de campanhas de conscientização em espaços públicos, como escolas, unidades de saúde, serviços de atendimento ao cidadão, além dos meios de comunicação e parcerias entre instituições públicas, privadas e da sociedade civil.

“O retinoblastoma possui diferentes níveis e, quando detectado no início, o índice de cura pode chegar a 95%, o que evita, inclusive, que a criança passe por tratamentos difíceis, como a quimioterapia e a radioterapia. Por isso, nossa proposta é dar a maior divulgação possível aos sintomas e a importância da família levar os filhos ao oftalmologista”, justifica o deputado.

O retinoblastoma é uma das doenças oculares que pode ser identificada precocemente pelo Teste do Olhinho, como é conhecido o Teste do Reflexo Vermelho, feito ainda na maternidade, nas primeiras 72 horas após o nascimento. Em nota conjunta, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) afirmam que o Teste do Olhinho deve ser repetido pelo menos três vezes por ano nas crianças com idades entre 0 e 3 anos.

O CBO e a SBOP recomendam ainda que bebês entre 6 e 12 meses de vidas passem por um exame oftalmológico completo, procedimento que deve ser repetido pelo menos uma vez quando a criança estiver com idade entre 3 e 5 anos, a fim de diagnosticar possíveis doenças oculares precocemente. Como próxima etapa, o projeto de lei do deputado Carlos Cezar será submetido à apreciação das comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

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