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11 Dez

Dep. Carlos Cezar intermedia reunião com secretário da Saúde por problemas na hemodiálise

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O secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip, atribuiu nesta sexta-feira (8) as dificuldades para atendimento da demanda dos doentes renais na região de Sorocaba, aos atrasos e às reduções nos repasses de recursos financeiros por parte do governo federal. A resposta foi dada aos integrantes da frente de deputados e vereadores que com ele se reuniu para discutir o assunto.

Na mesma oportunidade, Uip anunciou às lideranças que, a curto prazo, deverá substituir as poltronas do setor de hemodiálise do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), a fim de diminuir a sobrecarga de sofrimento dos que recorrem ao serviço. A reportagem do Cruzeiro do Sul encaminhou questionamentos à assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para que se pronunciasse em relação às críticas do secretário, mas até o fechamento da matéria não obteve o retorno solicitado.

À frente do grupo, o deputado Carlos Cezar (PSB) expôs o drama a que estão sujeitos os pacientes que dependem do atendimento no CHS, sobretudo aqueles que fazem uso de remédios de alto custo que só são fornecidos, em boa parte das ocorrências, por ordem judicial.

Além dele, participaram do encontro os vereadores Rodrigo Manga (DEM), presidente da Câmara de Sorocaba; Renan Santos (PC do B) e Pastor Apolo (PSB), além do secretário da Saúde do Município, Ademir Watanabe. Uip, conforme o parlamentar, disse que reconhece a deficiência estrutural, mostrou-se solidário com a causa, mas apresentou números que, segundo seu entendimento, também reforçariam a responsabilidade da União nesse processo.

Em nota, o vereador Rodrigo Manga também fez um histórico das reivindicações apresentadas durante o encontro e citou que "existem falhas na regulação do serviço." "Pacientes de Itu fazem hemodiálise em Sorocaba, enquanto alguns de Sorocaba têm de se deslocar até Itu. Sem falar que falta remédio para evitar rejeição de rim em transplantados", reclamou. O quadro exposto pelo secretário fez com que a frente já se mobilize para agendar audiência em Brasília com o ministro Ricardo Barros para cobrar encaminhamento e solução dos problemas debatidos.

O secretário deu um exemplo que, de certa forma, impressionou os políticos que estiveram em seu gabinete. Disse que se o Estado depender do aporte de determinada importância para suprir alguma ação, o Ministério da Saúde sinaliza que irá repassar 75% do montante necessário, mas, na prática, chegam apenas 50% do valor esperado.

Diante desse quadro, ponderou, fica inviável atender a demanda. David Uip anunciou às lideranças outras medidas que deverá adotar, entre elas a descentralização da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cros). Vai cobrar, com mais rigor, eficiência do serviço prestado tanto pelo próprio hospital quanto por empresas terceirizadas. Uip também quer diminuir e, dentro do possível, acabar com o fluxo de pacientes entre cidades da região para tratamento de doenças renais. Essa providência se aplicaria às cidades de Sorocaba e de Itu, conforme relatado por Carlos Cezar.

Outro grave problema discutido tratou do fornecimento de remédios de alto custo. Segundo o secretário mais de 700 doentes, metade dos quais de Sorocaba, são atendidos com medicamentos necessários ao tratamento da doença. Uip também informou que o gasto com diálise é da ordem de R$ 400 mil mensais.

Reclamou de que a União paga pela média dos procedimentos realizados. Calculou que cada paciente se submeta a 15 sessões por mês, mas que o governo federal leva em consideração para fins de repasse, 12 das intervenções. David Uip afirmou que, a partir de março de 2018, com a entrada em funcionamento do novo Hospital Regional em construção na rodovia Raposo Tavares, as dificuldades devem diminuir.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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